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domingo, maio 26, 2002

Tv mais

2002-02-12, TVMAIS
O ar duro e decidido que conhecemos das passerelles contrasta com os jeitos de menina quando fala sobre si própria. Sofia Aparício diz-se decidida a ser actriz, mas não se imagina a pôr fim à sua carreira de manequim. Já experimentou os palcos, fez vários trabalhos em televisão, mas ainda não se considera actriz e, para ela, a melhor escola de representação é trabalhar com actores talentosos. Recentemente foi uma enfermeira chantagista e atormentada por um passado obscuro (Fúria de Viver) e lésbica (Um Estranho em Casa).
TV+: Teve uma participação especial agora na novela da SIC, “Fúria de Viver”, com uma personagem complicada. Que tal foi viver na pele da Cristina?
Sofia Aparício: Foi muito bom, gostei desta personagem. Quando me convidaram para um papel nesta novela, receei que fosse uma vez mais a bonitinha e certinha, mas não, pelo contrário, a Cristina é uma personagem conturbada, que acaba mal.
TV+: Em que é que essa personagem se mostrou diferente das que tem feito?
Sofia Aparício: É uma mulher com uma vida complicada, mas não é uma pessoa má, e vestir-lhe a pele implicou gravar muitas cenas violentas, coisa que nunca tinha feito. Felizmente, contracenei com óptimos actores e, em certas cenas, eu limitava-me a responder à violência, eles é que faziam tudo. O Bruno Bravo, por exemplo, que é um belíssimo actor partilhou comigo algumas dessas cenas.
TV+: Incomoda-a a violência?
Sofia Aparício: É emocionalmente desgastante para mim. Como não sou actriz, a única maneira que tenho de tornar as minhas personagens convincentes é interiorizar tudo e fazer meu aquilo que é das personagens. Isso custa, peincipalmente se temos uma pistola apontada à cabeça! Foi o que aconteceu numa das cenas da novela. Isso incomodou-me, mesmo sabendo que estava vazia, claro. Nessa noite, confesso, quando cheguei a casa deitei-me na cama com o endredão até à cabeça.
TV+: O que pensa das críticas de alguns actores à escolha de manequins para papéis que deveriam ser entregues a profissionais?
Sofia Aparício: Pessoalmente, nunca me senti discriminada por ser manequim. Talvez sinta que as pessoas têm, à partida, uma ideia feita da Sofia Aparício, por ser conhecida, mas isso passa quando percebem que não sou arrogante. Pelo contrário, quando sou escolhida para um trabalho destes, sou humilde pois sei qual é o meu lugar...
TV+: E como foi trabalhar nesta novela?
Sofia Aparício: Tive imensa sorte em participar na “Fúria de Viver”. São todos muito bons e contracenar com bons actores é para mim, que estou no princípio da carreira, meio caminho andado. É uma escola
TV+: Considera-se uma pessoa sortuda?
Sofia Aparício: Digamos que a sorte faz-se... no meu caso, posso dizer que além de fazer por isso, tenho tido muita sorte ao longo da vida! E estou a contar com ela para esta nova etapa da minha vida.
TV+: Já teve convites nesse sentido?
Sofia Aparício: Houve a hipótese de concretizar um projecto de teatro, mas penso que isso está adiado. De resto, ainda não tive convites, mas acredito na minha sorte.
PAULA BARROSO

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Representação

2014 - "Água de Mar", novela RTP1, personagem Maria Eduarda
2013 - "A mãe do sr. ministro", série RTP1, espisódio 12, secretária de Estado
2013 - "Os nossos dias", novela RTP 1, Simone, prostituta de luxo
2013 - "Maternidade", sitcom RTP 1, empregada de supermercado, episódio 26
2012 - "A Família Mata", sitcom SIC, dona de um cão, episódio 61
2012 - "O que as mulheres querem", personagem: Patrícia. Filme da TVI de Andreia Vicente e Alexandre Castro
2011 - "Mistérios de Lisboa", mini séria RTP 1, Condessa de Penacova, episódio 2
2011 - "Bom, muito bom, supreme", curta metragem de Diogo Andrade e Tiago Carvalho
2011 - "Cambraia", curta metragem, de Maria João Freitas, personagem Matilde
2011 - "O Viajante" de Ricardo e Telmo Martins, Curta Metragem
2011 - ''E o Tempo Passa'', protagonista do filme de Alberto Seixas Santos, selecção oficial 14º Shanghai Film Festival
2010 - "Cidade Despida", série policial da RTP1, 8.º episódio, personagem: Vanda Dinis
2010 - "Mistérios de Lisboa", longa metragem de Raul Ruiz, personagem: Condessa de Penacova
2009 - "Contrato", longa metragem de Nicolau Breyner, personagem: Mónica Thanatos
2008 - 2009 - "Rebelde Way", novela juvenil para a SIC, Sofia é Pipa
2008 - "Vip Manicure", sitcom da SIC, Sofia Aparício
2007 /2008 - "O Bosque", encenação de João Lopes, Teatro Aberto, Sofia é "Ruth"
2007 - "Vingança", novela SIC, de Rodrigo Riccó, personagem Ermelinda Luz
2006- 2008 - "Aqui não Há quem Viva", sitcom SIC, personagem Bia
2005-2006 - "Ninguém como Tu", novela TVI, 194 episódios, de António Moura Matos, personagem Margarida 'Guida' Martins
2005 - "Noite Branca", curta metragem de Gil Ferreira
2004 - "Paisagens Americanas", teatro Aberto, encenação de João Lopes e Rui Tendinha
2003 - "O Caracal", Artistas Unidos
2003 - "Rádio Relâmpago", filme de José Nascimento, personagem Mariana Saavedra
2003 - "O último beijo", novela TVI, personagem Vera, 6 episódios
2003 - "A Filha", filme de Solveig Nordlund, participação
2003 - "I'll see you in my dreams", curta-metragem de Miguel Ángel Vivas, personagem Ana
2001/2002 - "Fúria de Viver", novela SIC, de Lourenço de Mello, personagem Cristina
2002 - "Um estranho em casa", sitcom RTP1, de Manuel Amaro da Costa, personagem Laura
2000 - 2001 - "Super Pai", sitcom TVI, Mafalda
2000 - "A última batalha", Teatro Aberto, encenação de Fernando Heitor, personagem Leonor Távora
2000 - "Senhora Ministra", sitcom RTP, Vera
1999 - "Mal", filme de Alberto Seixas Santos, participação
1999 - "Uma casa em fanicos", sitcom RTP1, personagem Xana
1998 - "Médico de Família", sitcom SIC, de Manuel Amaro da Costa, primeiro episódio: uma questão de imagem, Tina
1998 - "A mulher do senhor ministro", sitcom RTP1
1997 - "Não há duas sem três", sitcom RTP1, de José Rodrigues, personagem Manuela, primeiro episódio: os seios de Vera
1997 - "A Dama das Camélias", Auditório do Casino Estoril, encenação de Carlos Avillez, personagem Margarida Guatier