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domingo, janeiro 26, 1997

A dama das camélias




A Dama das Camélias - peça de teatro baseada no romance de Alexandre Dumas Filho.


Com encenação de Carlos Avillez para o Teatro Mirita Casimiro/ Auditório do Casino Estoril

Em cena de 15 de Abril de 1997 a 1 de Junho de 1997.

Sofia Aparício: Margarida Gautier, a Dama das Camélias.


A peça inicia-se com o todo o cenário coberto de panos brancos.


Estamos no século XX, na casa um dia habitada por Margarida Gautier, a Dama das Camélias.

Agora a casa está desabitada. Margarida morreu há alguns anos.
Entra na casa um grupo de jovens, todos eles vestidos de jeans, ténis e t-shirts. Estes começam a retirar os panos brancos que tapam as mobílias e a falar da beleza de Margarida e da sua vida. Idealizam a vida daquela época.

Um dos jovens encontra um livro: A Dama das Camélias. O livro conta a história de Margarida Gautier. O jovem que encontrou o livro abre-o e começa a lê-lo em voz alta.
E a história começa.
Margarida conhece Armando
Entram na sala vazia da casa de Margarida, seus amigos: Gastão, com a namorada, e Armando Duval, amigo de Gastão. Pouco tempo depois, chegam outras pessoas, entre elas: Sangodan, Proença, que passava a vida a pedir dinheiro emprestado a Margarida), e um Conde, que alimentava um amor platónico por Margarida. Estavam todos à espera de Margarida.
Eis que ela chega, vestido rosa, leque e a uma capa, sempre muito alegre e divertida. Nanine, a empregada, tira-lhe a capa. Margarida fala a todos, mas há alguém que ela desconhece: Armando Duval. Ela olha muito para ele e ele para ela.
Gastão apresenta Armando a Margarida.
Nanine mete-se na conversa e diz a Margarida que era Armando quem a ia visitar há dois anos, em Paris, quando ela estava doente.
Depois de um bom bocado de conversa Margarida começa a sentir-se tonta, senta-se junto à mesa e começa a tossir. Nanine, ao ver Margarida aflita, corre e dá-lhe um copo com água.
Margarida já se sentia melhor.
Gastão, a namorada e Armando saem.
As pequenas partidas de Margarida para com o Conde
O Conde tinha uma pequena surpresa para Margarida. Ele deu-lhe um ramo de flores mas não eram camélias, por isso, Margarida pergunta-lhe qual é o seu nome. Ele responde que ela se chama Margarida Gautier, a Dama das Camélias.E ela diz-lhe que não era por causa dele que ela iria passar a gostar de outras flores ou mudar de nome.
E manda-o ir tocar piano pois era a única coisa que ele sabia fazer. Ele vai. Começa a tocar uma música muito bonita e Margarida pergunta-lhe onde é que ele aprendeu a tocar aquilo. Ele diz que foi em Paris.
Entretanto, lembram-se de fazer uma pequena brincadeira: Margarida, Proença e Nanine iriam dar um beijo ao Conde. Todas concordam e o Conde também, pois este queria um beijo de Margarida, da mulher que ele amava. Nanine dá um beijo ao Conde, depois é a vez de Proença e, por fim, Margarida. Esta última, quando está quase a beijar o Conde, desiste da ideia dizendo que dava a vez a Proença, que fica toda contente.
Por fim todos saem da sala.
Passado uns dias, Margarida, que já tinha falado várias vezes com Armando, estava em casa muito feliz com Nanine a seu lado, quando esta a questiona sobre a razão da felicidade. Margarida diz-lhe que se tinha apaixonado pela primeira vez na sua vida. Que se tinha apaixonado por Armando Duval. Nanine não queria acreditar. Como seria possível Margarida ter-se apaixonado? Depressa toda a gente fica a saber que Margarida gostava de Armando e este dela.
Margarida disse a Armando que devia muito dinheiro aos credores e, por isso, teria que pedir dinheiro emprestado, pois se ela não pagasse uma das dívidas poderia ficar sem nada. E, em princípio, iria pedir dinheiro ao Conde de Varrevil, um amigo abastado.
O pedido de dinheiro de Margarida e o favor de Armando
Margarida pede ao Conde de Varrevil para este ir a sua casa naquela noite, pois precisava de falar com ele. E o Conde de V., naquela noite, vai a casa de Margarida. Quando chega pergunta-lhe se já estivera ali alguém antes dele chegar. Margarida diz que não e diz a verdade. Mas vai logo ter com Nanine e diz-lhe para ela ir à rua e ver se estava lá alguém e Nanine vai.
Entretanto, Margarida fica na sala com o Conde de V. e diz-lhe que precisa de dinheiro para pagar uma dívida. O Conde dá-lhe um género de um cheque. Margarida agradece e coloca-o numa pequena caixa onde costumava guardar o dinheiro ou cartas que lhe enviavam.
Entretanto, chega Nanine que chama Margarida e entrega-lhe um bilhete enviado por Armando. Margarida lê. O bilhete dizia que ela já não precisava de pedir dinheiro emprestado pois ele já tinha pago a dívida. Então, ela diz ao Conde de V. que a sua dívida já está paga e devolve-lhe o cheque. O Conde acha tudo um pouco estranho pois uma dívida não se paga assim de qualquer maneira mas aceita o cheque.
O convite de Margarida ao Conde de V.
Margarida aproveita e pergunta ao Conde se ele já ceou pois ela ainda não o tinha feito. O Conde diz-lhe que não. Ela convida-o.
Margarida diz a Nanine para ela ir buscar uma capa, para se tapar. Nanine pergunta-lhe qual a capa que ela quer. Ela diz que pode ser qualquer uma, a que Nanine achar melhor. Nanine foi buscar uma capa azul a condizer com o vestido azul, vermelho e cinzento de Margarida. E lá vai Margarida cear com o Conde de V.
Passado alguns dias já toda a gente sabia que ela gostava de Armando Duval, até mesmo o pai de Armando. Os amigos e amigas de Margarida não queriam acreditar que ela se tinha apaixonado pois nunca ninguém a tinha visto apaixonada.
Certo dia, Margarida foi dar um dos seus passeios, coisa que ela gostava muito de fazer e quando chegou a casa com o seu vestido verde, tem uma pequena surpresa. Na casa dela encontrava-se um homem um tanto ou quanto gordo, de barbas, que usava bengala. Parecia um homem culto e na verdade era.
O pedido de Jorge Duval a Margarida
Margarida não sabia de quem se tratava, por isso, resolve perguntar. Fica a saber que aquele homem de barbas era pai de Armando. O seu nome era Jorge Duval. Este soube que o filho e ela amavam-se mas Margarida tinha várias dívidas para com os credores e que, inclusive, Armando acabou por gastar algum dinheiro só para pagar uma das dívidas de Margarida. Jorge Duval deslocou-se à cidade de propósito para falar com Margarida para dizer-lhe que ele tinha mais uma filha, a qual iria casar-se, brevemente, com um homem com algum dinheiro. Jorge Duval sabia que Margarida, apesar de ser uma mulher muito bonita, era doente e tinha imensas dívidas. Nunca poderia fazer Armando feliz e como todos queriam que a família Duval fosse honesta, com Margarida na família isso seria impossível. Margarida já sabia, mais ou menos, o que Jorge D. pretendia. Ela pensava que Jorge iria pedir-lhe para ela não falar com Armando. E não se enganou. Era isso que Jorge Duval queria, mas ele queria algo mais. Margarida teme o pior. Ele queria que Margarida se afastasse de Armando. Margarida ao ouvir aquilo, fica muito triste, ela chora e pede a Jorge Duval para que este não lhe peça uma coisa daquelas. Ela chega a dizer-lhe que dava-lhe os cavalos, as jóias, para poder pagar as dívidas. Mas Jorge não aceita e insiste com Margarida para que ela deixe Armando. Margarida acaba por dar o braço a torcer e diz a Jorge que se vai afastar de Armando. Jorge Dual agradece-lhe e parte mas sem antes Margarida lhe pedir para que ele a beije como beijaria a sua filha. Jorge dá-lhe um beijo na testa.
Margarida deixa Armando
Margarida fica sozinha na sala dizendo que ninguém a quer, ninguém gosta dela. Então ela decide ir escrever uma carta a Armando dizendo que já não o ama e que se ia afastar dele. Mas, enquanto ela escrevia, aparece Armando, que a vê a chorar e a escrever uma carta. Margarida ao ver que Armando se encontrava na sala, atrás dela, tenta esconder a carta e limpar as lágrimas. Mas Armando já tinha visto tudo e pergunta-lhe por que razão estava a chorar e para quem era a carta que ela estava a escrever. Ela diz que não interessa e que nunca o poderia fazer feliz porque era doente e tinha imensas dívidas. Ele diz que é mentira e que a ama. Ela pelo contrário diz que já não o ama e que vai ter que se afastar dele. Ele agarra-a e pede-lhe por tudo para que ela não o deixe. Mas ela já tinha prometido a Jorge Duval que se iria afastar de Armando. E foi o que ela fez. Deixou Armando sozinho, de joelhos, a chorar e partiu.
As explicações de Jorge ao seu filho Armando
Armando fica muito triste. Passado algum tempo, entra naquela sala Jorge Duval que encontra o filho a chorar. Vai ter com ele e abraça-o, dizendo-lhe que tinha de ser, Margarida tinha que se afastar dele e, ainda por cima, ela nunca o iria fazer feliz. Armando, ao ouvir aquilo, viu que tinha sido o pai a pedir a Margarida para esta se afastar dele. E pergunta-lhe porque é que ele fez aquilo. Ele repete o que lhe tinha dito anteriormente e ainda lhe explica a história da irmã, que se ia casar e a família tinha de ser honrada. Armando fica zangado com o pai pois ele amava Margarida.
Armando fica sozinho.
Depois da partida de Margarida, esta resolve juntar-se com aquele que a diz amar, o tal Conde.
O Baile
Depois de muitos dias e noites sem Armando ver Margarida e sem esta o procurar. Armando decide organizar um baile e resolve dizer para convidarem Margarida. Eis que chega o dia do baile. Muita gente, muitos convidados e a maior parte amigos de Margarida. Uns fazem apostas e pedem dinheiro emprestado, outros dançam, uns conversam. Armando espera Margarida. Eis que ela chega, bela e encantadora como sempre, levava um vestido cinza e o seu leque. Assim que ela entra na sala a música pára e todos olham para ela. Ela só vê Armando. Automaticamente, deixa cair o leque que levava na mão e olha fixamente para Armando. Mas como ela ia acompanhada pelo outro Conde, este diz-lhe para ela não ligar a Armando. Margarida resolve ir dançar, mas sempre a olhar para Armando. Por fim, é a hora do jantar, todos vão jantar, ouve-se o tilintar dos garfos e das facas a baterem nos pratos. Mas há duas pessoas que não vão jantar e ficam na sala a falar pois já não se viam há bastante tempo: Armando Duval e Margarida Gautier. Armando aproveita para perguntar-lhe se ela ainda o amava. Ela responde que não o ama. Então ele agarra-lhe os braços e diz-lhe para o olhar nos olhos e repetir o que disse. Ela vai para dizer mas olha para o lado. Armando insiste agarrando-a com força e pedindo para ela repetir o que tinha dito há pouco. Surpresas das surpresas, ela olha-o nos olhos e diz-lhe que não o ama. Ele zangado joga-a ao chão, atira-lhe com os luízes (dinheiro) acima e diz-lhe que ela não vale nada, que ela não presta. A ouvir tudo isto estiveram os outros convidados que olhavam surpreendidos. Entre eles estava o Conde que acompanhara Margarida àquele baile e que defende Margarida. Ele e Armando quase se desafiam para um duelo. Armando com as suas luvas bate nos ombros do Conde. O baile acaba. Todos os convidados saem e deixam Margarida sozinha, caída no chão, a chorar.
A doença de Margarida
Estavamos em Janeiro.
Passado algum tempo depois do baile organizado por Armando, onde Margarida foi convidada, onde disse a Armando que não o amava e onde houve um confronto entre Armando Duval e o Conde. Margarida caí à cama. Deitado no seu colo estava Gastão e sentada no sofá, a dormir, estava Nanine. Entretanto, Margarida acorda e Gastão também. Ela pergunta-lhe as horas. Pouco depois Nanine acorda e vai ter com Margarida. Gastão aproveita e vai-se embora. Nanine vai abrir a janela do quarto de Margarida para entrar um pouco de claridade. Aproveita e dá um pouco de água a Margarida e também as prendas que os amigos lhe deixaram. Margarida gostou muito do que lhe deram, das jóias... mas precisava de dinheiro. Diz a Nanine para ir trocar as jóias por dinheiro. Esta não quer mas acaba por ir. Assim que Nanine chega com o dinheiro há alguém que bate à porta. Era Proença que, apesar de vir ver Margarida, vem pedir dinheiro. Apesar de ver Margarida doente, ela pede o dinheiro e, por incrível que possa parecer, Margarida dá o dinheiro da venda das jóias. Proença agradece e vai-se embora. Nanine chega e pergunta a Margarida o que é que Proença tinha ido ali fazer. E Margarida diz-lhe que ela foi ali pedir o mesmo de sempre. Nanine, já sabendo ao que Margarida se estava a referir, perguntou-lhe se ela tinha-lhe dado algum dinheiro. Margarida diz que sim. Nanine acha aquilo muito mal feito.
A visita de Armando e a morte da Dama das Camélias
Pouco tempo depois batem outra vez à porta. Nanine vai abrir. Vem muito alegre falar com Margarida. Ela diz a Margarida que estava lá fora uma pessoa que ela já esperava há muito tempo. Era Armando Duval. Margarida fica muito contente. Armando entra no quarto dela. Ela diz que já se sentia melhor e começa a levantar-se. Nanine já pressentia o que ia acontecer. Margarida levanta-se e vai abraçar Armando dizendo que o ama. Ela abraça Armando caindo nos seus braços morta e dominada pela tuberculose.

1 comentário:

Brendinha disse...

Me apaixonei por essa história desde que conheci. Meu nome e Brenda, sou dançarina de quadrilha e este ano de 2011 vamos contar a história de Dama das Camélias no arraiá de Brasília, espero que possamos ir para Aracajú disputar o nacional. Quem tiver curiosidade em nos ver dançar é só me ligar (061)92808785

Representação

2014 - "Água de Mar", novela RTP1, personagem Maria Eduarda
2013 - "A mãe do sr. ministro", série RTP1, espisódio 12, secretária de Estado
2013 - "Os nossos dias", novela RTP 1, Simone, prostituta de luxo
2013 - "Maternidade", sitcom RTP 1, empregada de supermercado, episódio 26
2012 - "A Família Mata", sitcom SIC, dona de um cão, episódio 61
2012 - "O que as mulheres querem", personagem: Patrícia. Filme da TVI de Andreia Vicente e Alexandre Castro
2011 - "Mistérios de Lisboa", mini séria RTP 1, Condessa de Penacova, episódio 2
2011 - "Bom, muito bom, supreme", curta metragem de Diogo Andrade e Tiago Carvalho
2011 - "Cambraia", curta metragem, de Maria João Freitas, personagem Matilde
2011 - "O Viajante" de Ricardo e Telmo Martins, Curta Metragem
2011 - ''E o Tempo Passa'', protagonista do filme de Alberto Seixas Santos, selecção oficial 14º Shanghai Film Festival
2010 - "Cidade Despida", série policial da RTP1, 8.º episódio, personagem: Vanda Dinis
2010 - "Mistérios de Lisboa", longa metragem de Raul Ruiz, personagem: Condessa de Penacova
2009 - "Contrato", longa metragem de Nicolau Breyner, personagem: Mónica Thanatos
2008 - 2009 - "Rebelde Way", novela juvenil para a SIC, Sofia é Pipa
2008 - "Vip Manicure", sitcom da SIC, Sofia Aparício
2007 /2008 - "O Bosque", encenação de João Lopes, Teatro Aberto, Sofia é "Ruth"
2007 - "Vingança", novela SIC, de Rodrigo Riccó, personagem Ermelinda Luz
2006- 2008 - "Aqui não Há quem Viva", sitcom SIC, personagem Bia
2005-2006 - "Ninguém como Tu", novela TVI, 194 episódios, de António Moura Matos, personagem Margarida 'Guida' Martins
2005 - "Noite Branca", curta metragem de Gil Ferreira
2004 - "Paisagens Americanas", teatro Aberto, encenação de João Lopes e Rui Tendinha
2003 - "O Caracal", Artistas Unidos
2003 - "Rádio Relâmpago", filme de José Nascimento, personagem Mariana Saavedra
2003 - "O último beijo", novela TVI, personagem Vera, 6 episódios
2003 - "A Filha", filme de Solveig Nordlund, participação
2003 - "I'll see you in my dreams", curta-metragem de Miguel Ángel Vivas, personagem Ana
2001/2002 - "Fúria de Viver", novela SIC, de Lourenço de Mello, personagem Cristina
2002 - "Um estranho em casa", sitcom RTP1, de Manuel Amaro da Costa, personagem Laura
2000 - 2001 - "Super Pai", sitcom TVI, Mafalda
2000 - "A última batalha", Teatro Aberto, encenação de Fernando Heitor, personagem Leonor Távora
2000 - "Senhora Ministra", sitcom RTP, Vera
1999 - "Mal", filme de Alberto Seixas Santos, participação
1999 - "Uma casa em fanicos", sitcom RTP1, personagem Xana
1998 - "Médico de Família", sitcom SIC, de Manuel Amaro da Costa, primeiro episódio: uma questão de imagem, Tina
1998 - "A mulher do senhor ministro", sitcom RTP1
1997 - "Não há duas sem três", sitcom RTP1, de José Rodrigues, personagem Manuela, primeiro episódio: os seios de Vera
1997 - "A Dama das Camélias", Auditório do Casino Estoril, encenação de Carlos Avillez, personagem Margarida Guatier